Rios
Volto sempre para o mesmo lugar Para observar tudo de novo Descobrir, redescobrir O que ficou para trás O que deixei na boca do povo O cheiro da chuva Marcas pelo chão Ruas escuras E de novo, de novo Volto para o passado Onde revejo minha solidão O rio segue o seu caminho Com sua água renovada Pelas margens os meninos Sonhos e estradas Destinos O tempo é justo É o fruto Do desejo e perdição E quem beija, deixa Farelos em sua mão