Gole

 Entre um gole e outro

O poeta escreve
Vira o jogo
Brinda os amigos
Finge que não é louco

O poeta olha o mundo
Com outros olhos
Com seus óculos escuros
Não teme o perigo
É o perigo
Com seus pensamentos
Os seus escritos

E pela boca do poeta
Outras bocas
Línguas malditas
Frases quase feitas
Desfeitas
Amores de esquina

Todos seus pecados
São perdoados
Poeta não é Santo
Mas é venerado
Por pobres mortais
Por seres amaldiçoados

Entre um gole e outro...

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