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Mostrando postagens de maio, 2026

Outras Palavras

  Vou onde você não está Mesmo assim procuro seus olhos Quem sabe o acaso faz uma surpresa Quem sabe... Vejo rostos pelo caminho Estranhos, desconhecidos Sigo sofrendo Chutando lata, procurando graça Pensando nas melhores palavras Para quando eu encontrar Uma mistura de risos e lágrimas Vou falar tudo que aconteceu Nos últimos segundos Nos últimos séculos O tempo que a gente perdeu Sigo torcendo pelo acaso Um momento raro De destino e sorte Quem sabe uma surpresa Virar uma esquina e tromba com sua beleza

Livros

  Não julgue apenas pela capa Vire algumas páginas Mergulhe de cabeça Não fique apenas com o título O livro é muito mais que isso Risque, rabisque Estude cada linha Faça um resumo Seja profundo O melhor lugar do mundo Deslize mãos e dedos Escorregue Descubra o próximo capítulo Grito de liberdade Línguas e coração Emaranhado de palavras Um enorme tesão O motel do leitor Biblioteca Transas e transantes Voyeurismo Um vício bendito O prazer sexual De um livro explícito

Ternura

  Resolvo tudo Quase tudo Com frases curtas Palavras duras Essa é minha maneira Minha forma de mostrar ternura Frio e calculista Nem sempre nessa ordem Mas sempre assim Essa é o meu jeito O melhor jeito de ser feliz Sorrisos falsos Verdadeiros covardes Sou do time dos sinceros Fã de toda verdade E não precisa ter medo O tempo vai explicar Mostrar que não é por maldade Sou eu mesmo Sem rodeios, nem disfarces Um ser que ama falar Resolvo quase tudo Com meus absurdos E para bom entendedor Um olhar já basta

Perfume

  Toda chuva que cai Penso que é você Chorando de tristeza Em uma nuvem qualquer Toda chuva que cai Penso que são suas lágrimas Inundando a cidade Lavando minha alma Sinto tanto sua falta Levanto meus braços Para tocar seu rosto Fecho os olhos Sonhar é pouco Converso em silêncio Sua voz em meu coração Saudade de quem já partiu É mais que solidão Penso em nosso encontro Reencontro Correndo para os seus abraços Ainda sem data marcada Ao som dos violinos Anjos aplaudindo Na hora da chegada Toda chuva que cai Tem o seu perfume

Feroz

  É fogo Nada com ela é pouco Seu doce bom gosto Feroz, sua voz Um assombro Abrindo cortinas Fechando avenidas Tudo que faz é notícia É fera, é ferida Alegrias e tristezas Medos de uma vida Força da natureza Furacão, tsunami Luz de uma estrela Explosão Abalando planetas Garotinha crescida Sem meias Suas veias O sangue quente Corre, escorre Morre em suas incertezas

Dois

  Eu sou letra Você melodia Gosto da noite Você meio-dia Uma dança lenta Um rock pesado Sou da sala Você do quarto Sexo e drogas Droga de sexo O meu é estranho O seu complexo O nosso esporte É correr riscos Somos viciados Em pequenos vícios Prova de amor Nossas vozes unidas Cantando canções Na porta de saída Escrevo cartas e poesias O nosso caso Na máquina de datilografia

Quadros

  Janela aberta O mundo de olho Olhando aqui dentro E a gente sem sono Pendurando paredes Nos quadros soltos pela sala O sol já está trabalhando Vou fazer o café Você cuida das plantas Vai ter lanche no almoço Pipoca na janta Nossa rotina é não ter rotina Cuidamos das nossas E de outras vidas Comentamos séries Não gostamos de política Nosso filho Quatro patas e um focinho Ficamos na coleira Cada um na sua Pela noite inteira Janela aberta Intimidade fria

Sonho

  Sonhei com você Você lá no sul E enfim aceitou Aceitou minha ajuda Cheguei com o Paul Seu sorriso sorriu Ficamos bem Como nos velhos tempos O velho tempo de alguém Mas foi só um sonho Tão somente Acordei e chorei Rezei Contagem regressiva Estou perto da partida Não vai ter despedida Vai ser para sempre Vai... Coloque nossa música Pegue o telefone Ligue e não fale nada⁹ Linha muda Ou mande mensagem Peça desculpas Vou pedir desculpas Vamos nos entender Antes que seja tarde demais Só assim vou conseguir Vou descansar em paz

No Alto

  Palco sagrado Consagrado Pés no chão Som alto E lá no alto Oração Em cada rosto O gosto de um abraço No palco tudo pode Pode tudo Desejo e tesão Tensão Outros absurdos Não existe mãe Mulher, irmão Namorado, passado Nem teto, nem chão Olhares e transas Vítimas da primeira fila Show de sedução Palco sagrado Consagrado Templo da perdição

Estranho

  Pessoas falando sozinhas Solidão, loucura ou tecnologia? Não sei Eu nunca sei Pessoas tão bonitas Nos retratos, nas fotografias Inteligência ou mente vazia? O mundo está tão mudado O esperto fica calado Nem toda verdade é aceita Nem toda informação é verdadeira Escuto E não sei o que estou escutando Vejo com meus próprios olhos E não acredito o que estou olhando Desconfio de quase tudo Do que chora sem lágrimas O que ri dos absurdos Viver é um plano muito bem pensado Com seus mínimos detalhes Mas deu completamente errado

Sobre o Fim

  Vamos falar sobre o fim O inevitável A última página do livro O giro final do ponteiro Do simples e do verdadeiro O melhor de todos os momentos Que mês você gostaria? Já imaginou o dia? Como vai ser? Faça uma lista Os sonhos possíveis Os impossíveis Conte tudo o que você fez O sabor dos ventos Na leveza das nuvens Outros tempos Outros mundos Na solidão de um instante Único, simplesmente único Morrer não é derrota É a vitória de quem viveu Vitória da vida Quem venceu

Um Caso

  Todo caso de amor Começa apenas com um caso Nem sempre simples Nem sempre complicado Tem que ter carinho Tem que ter pecado Um bom olhar diz muito Mas não diz tudo Comer com os olhos Não mata, não engorda Tem apenas o sabor do fruto O fruto proibido No Rock and roll Também cabe Sentimentos, mentiras Verdades E como tudo termina Você sabe Eu sei que sabe Todo caso de amor Começa apenas com um caso E vai, e vai...

Canções

  Troque um "eu te amo" Por uma canção qualquer Voz grave, aguda Voz de homem ou mulher Não existe declaração mais bonita Verso com uma boa rima Arma de sedução Sussurre no ouvido Os versos mais lindos Faça tremer Arrepio Tesão de enlouquecer Cartas de amor Flores e bombons Nada é melhor que o som Das palavras bem cantadas Espalhadas pelo ar Quem não sonha ser inspiração Da cabeça do poeta Direto para o coração Nas melhores vozes Sedução

Medos

  Escondo meus medos Fingindo coragem Tomo doses de maldade Vomito verdades Sou o dedo na ferida Navalha na carne Uma fogueira de vaidades Nesse jogo de xadrez Sou o tabuleiro O que percebe cada movimento Cada jogada O calor das mãos Crio batalhas Enfrento cruzadas Transformo livros em poesias Resumo em minutos o meu dia Grito canções antigas Por dentro tão frágil Bolha de sabão Taça de cristal Nem sempre estou bem Quase nunca Esse é o meu normal

Poetas

  Nasci no mesmo mês que Cazuza Tenho o mesmo signo que Renato Russo Somos todos poetas Profetas Brincamos com palavras Não andamos em linha reta Onde você estava Quando cheguei ao mundo? Aplaudindo o pôr do sol Beijando bocas erradas Flertando com o perigo Pulando calçadas Um filme sobre nossas vidas Sonhos de família Vivos nas memórias Doces histórias Poetas não morrem Rosas para o alto Chuva de pétalas Rimas e pérolas Um cigarro, fumaça Graça no paraíso Água virando vinho Nem todo dia é um dia bom Mesmo sendo lindo

O Fim

  Escapei por um triz Sem ferimentos Sem arranhões Ganhei um pouco de tempo Sobrevivi Leve desespero Esperança e medo O mundo sem minha presença Como seria? Tão jovem e sem vida Mais alegre ou triste Os dias vão continuar bonitos Vivo ou morto A felicidade plena não existe Certeza Foi por um fio Nova data de nascimento Um novo momento E tudo termina assim Meio do nada Apenas uma pancada O fim

Mentiroso

  Escrevo poesias Falo de amor E conto mentiras Tudo é lindo Mil maravilhas Tem até quem acredita Escolho boas palavras Algumas bonitas Sou um engano Sou um artista E quem ri por último Perdeu toda magia Vendedor de ilusões Vendedor de nada Destruindo corações Apagando pegadas O menestrel Rei das madrugadas Sou um terrível engano Um plano qualquer Levo na lábia Na flauta Anjos, Demônios Quem eu quiser

Vencedor

  Cheguei ao final Venci Guerra de ideias Guerra de nervos Último segundo Fim dos tempos Cheguei ao final Enfrentei gigantes Criei histórias Deixei histórias Fui ao limite Honras e glórias Livros na estante Espalhados pela sala Memórias Pelos os quatro cantos Minhas nobres palavras Nem melhor Nem pior Diferente O que fica para sempre Um vencedor

Camuflado

  Vejo os seus defeitos Seus medos Mas não aceito Sou o seu outro tempo Você em outro momento Sua força, sua dor Segredos escondidos Camuflados, protegidos A coruja e seus filhos No silêncio desse seu olhar Que tanto fala E aprendi escutar Mesmo longe Mesmo em outro lugar Distante Sigo olhando para o alto Sonhos e retratos Apenas obrigado Você não é todo mundo Não mesmo É minha mãe

Risco

  Viver é um risco De vida e de morte De continuar vivo Ou sumir sem sorte Viver É ter tempo Antes que o tempo acabe Que o mundo desabe Enfim Tapete vermelho Para disfarçar o desespero Coragem e medo Viver é saltar no escuro Caminhar em cima do muro Arriscar Salto alto na praia Areia movediça Planta carnívora Abrir os olhos pela manhã Viver é belo e complexo Difícil e sem nexo Poesia de Djavan O segredo da vida É fingir que realmente Existe um grande segredo

Sei

  Eu sei que você pensa Lembra de mim Quando toca nossa canção Quando toca no fim Eu sei que você sofre Tentando não sofrer Quando o medo invade E vira prazer Sou a faixa dois Do seu disco predileto A música chiclete Que não sai da sua cabeça Sou uma sentença O gelo que derrete Um velho careta Fã das suas tatuagens Ainda muito ansioso Esperando suas mensagens Sou tudo aquilo que você sabe Conhece muito bem Intenso em busca da verdade E sei que você pensa Pensa tanto em mim

Loucuras

  Vou mergulhar Em uma piscina vazia Vou pescar Ratos e utopias Vou cantar canções Tristes e sem rimas Vou ler um livro ao contrário Decorar o dicionário Procurar receitas na bíblia Vou guardar poeira no armário E depois morrer em vida O mundo cobra sorrisos Mas não nascemos para isso Queremos sempre mais Mas ficamos para trás Nem tudo são flores Também são lágrimas Os piores odores Nossas almas Nada é de graça O preço do sonho quando acaba

Imperfeitos

  Ninguém nasce perfeito Mas os piores defeitos Surgem ao longo da vida Logo na chegada Pureza que acaba Ambiente contaminado Logo de cara Mundo que estraga Pobres coitados Nada vai ser como antes Pois não existe antes Impurezas pelo ar O que era diamante Hoje virou lata Que não para de enferrujar Tudo está sujo Sujeira espalhada Ninguém nasce perfeito Ninguém nasce de graça Viver tem o seu preço

Traços

  Gosto do seu bom gosto Todas suas escolhas Música para dormir Prato para repartir Suas roupas loucas Eu gosto Estou aqui só esperando Seu olhar de comando Minha vez de ser o escolhido Com o seu jeito fino De ter toda razão Tudo que toca Continua sendo ouro Nada apaga seu bom gosto Sempre quer o melhor Sou o seu alvo E não tenha dó de mim Nem precisa perguntar Já respondo que sim Seus traços nos retratos Seu poder Tudo o que eu faço É esperar por você

Lá Fora

  Da minha janela Eu vejo o mundo Todo mundo Andando ao contrário Seus animais e seus carros O amor e o ódio Pessoas e seus espelhos Líderes e seus templos Chuva de dinheiro Sorrisos e festas Lágrimas e guerras Cupido e suas flechas Nada faz sentido Tudo acontece E eu vejo aqui da minha janela Quando quero paz Quando quero sossego Cortina fechada Até amanhã cedo O que os olhos não veem...

Cura

  É na praia que eu curo Meus problemas incuráveis Meus medos indomáveis É na praia que percebo O tamanho que ainda tenho Os meus passos Sempre tão pequenos Todo o poder do mar Sob o sol do meio-dia Ou na escuridão da madrugada O que não posso enxergar Abro os braços Abraço o desconhecido Tudo que vejo Irresistível infinito Um dia lindo Para nascer de novo É na praia que eu curo Toda dor O tempo que ainda tenho O tempo que restou Antes dos melhores momentos

Manias

  Essas suas manias De escrever no espelho Bilhetes com seu cheiro Faz tão bem Faz muito bem Essas suas manias... Seu jeito de dizer "eu te amo" Sua maneira de desejar bom ano São tão estranhas Mas eu também "te amo" "Te amo" E nunca é tarde Para suas vontades loucas Para poucas e boas Estou aqui Essas suas manias De ter bom gosto Beijar meu rosto De querer algo diferente Nunca está contente Quer sempre mais Que sorte! Eu tenho sorte!

Abril

  Existe vida Depois do azar e da sorte Depois de tanto apanhar E ficar mais forte Existe tempo para tudo Para viver, sobreviver Ou qualquer outro absurdo Existe brilho Mesmo na escuridão Na tristeza de uma lágrima Que desce pesada E explode no chão Dentro dos carros Madrugadas Estradas sem fim São tantas verdades Nas mentiras contadas O não que parece sim Tristeza para ser sentida Para sofrer na despedida O que você ainda não viu Agora é tarde, muito Acabou abril

Luz

  Todo dia uma surpresa Nem sempre boa Nem sempre ruim Todo dia uma partida Um pouco menos de vida Bem diante dos meus olhos Distante Tão distante Dentro do seu mundo Seu mundinho Fechado, inconstante Segure minha mão Confie em mim Não posso muita coisa Mas qualquer coisa Estou por aqui E toda sua luz Que um dia brilhou Hoje nem tanto E toda sua luz Que um dia brilhou Aos poucos vai apagando Acabando também dentro em mim Uma mistura de sentimentos E apesar de tudo Bons momentos

Grave

  Encontrei um tempo Para dar um tempo Tudo está girando Ânsia que não passa Preciso deitar Daqui a pouco volto Ainda vamos brindar O mundo está caindo É a lei da gravidade Meu caso é grave E só você sabe A dose exata de maldade Para tudo Para! Vou descer no próximo Vou ficar na praia Vou curar minha ressaca De vida, de vida Reconheço meu tamanho Um grão de areia no oceano Encontrei um tempo Para dar um tempo

Telas

  Correntes virtuais Algemas invisíveis Escravos das telas Suas celas Presos em seus currais Mundo sem fronteiras Mas tão limitado Mundo estranho Gigante e fechado Corremos perigo Mesmo sem fios e cabos Ligados Viciados nessa droga Perto e longe ao mesmo tempo Isolados Doença moderna Do corpo, da alma Da mente Zumbis doentes Horas e horas perdidas Piores momentos de uma vida Quem é essa família?