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Pai

  Respeito não é medo Medo eu tenho do tempo Que vai levar seu corpo Sua bênção, meu pai! Amor é o que mora aqui dentro Passos rápidos, hoje tão lentos Um cuidando do outro Criança, amanhã sem movimento Só um beijo na testa para provar Todo pai é um filho, todo filho é É pai, é irmão, é mulher Navalha na carne O espelho está trincado Seu rosto sangra, mão que balança Hora do tchau, um até logo Juro que vou voltar, juro Guarde um prato, guarde o meu lugar Vou morrer segurando flores Levantando os braços Correndo de olhos fechados Na direção de um abraço Abraço de pai

Codinome

  Eu olho tudo, observo tudo Sou poeta, eu sei o que sou Sou o que sou Apresento minhas palavras Textos de amor, rock and roll Não tenho ego, nada, zero Não preciso aparecer para ser feliz Meu rosto está em qualquer nota de três Está bem embaixo do seu nariz Vivo dentro de garrafas Esperando qualquer boca colar em mim Sou o veneno, o tempo perdido Ando em busca de braços De algum abraço que prenda meu corpo Que me prenda para sempre Preciso de um canto, qualquer canto Adote minha vida que anda tão perdida E vou logo falando, Não sou e nunca fui Santo Vou passar na porta da sua casa Na ida e na volta É só gritar meu nome Um apelido ou codinome

Faróis

Meus olhos são faróis Uma máquina de sentimentos Quando solto minha voz Combustível com veneno Meu corpo em alta velocidade Por todos os caminhos, cidades Sinais dos tempos Almas e motores Todos os fatores O mundo gira em marcha ré Tudo ao contrário no retrovisor Menos minha fé Sinais dos tempos Canto para carros parados Eu com coração acelerado Eu canto, canto Canto para carros parados Eu com coração acelerado Canto, canto Meu sorriso está colado no asfalto Sonhos atropelados Por isso eu sigo cantando *****

Música

Música para alegrar o pai Música simples Música de amor Sou projetista de canções Música para sorrir Música que é um poema Música sem grandes pretensões Minha música Fábrica de rimas Música do rádio Lembranças de uma vida Até um dia Um dia eu volto Para cantar um pouco mais Tocar meu violão Alegrar moça e rapaz

Alvo

O alvo, Estamos no centro do alvo Esperando o tiro perfeito Qualquer movimento em falso O perigo nos persegue Sempre difícil manter a calma Marionetes do desconhecido Somos inimigos um do outro Os heróis são poucos Faço contas, conto os dias Sonho com o dia da liberdade Momento de ser livre, sem medo Algemas só em fetiches Noites são tristes Relaxar é algo raro Meu sorriso nem existe Escuto barulhos estranhos Bombas e ratos Ratos com seus uniformes Fugindo dos gatos Palavras de ordem Você pensa que engana Seu progresso vive da desordem É o caos, vivemos no caos Os anjos são maus Então, seja você Uma gota serena Uma gota, gota serena

Pai do Rock

Pai roqueiro e seus filhos Milagre da vida No palco, na estrada Crianças levadas Violões e guitarras Pai roqueiro e seus filhos Viagens musicais Dinossauros, hipopótamos Coleção de discos e animais Pai roqueiro e seus filhos Gordo e o Magro Os Três Patetas Histórias das séries Tudo tão fora de série Poesias e seus poetas Pai roqueiro e seus filhos Torradas e porradas Uma banda infantil Led Zeppelin na vitrola Tradicional família brasileira Do Brasil Pai roqueiro e seus filhos Riscos, rabiscos e desenhos Bebês e suas mamadeiras Identificando os sons Filmes, monstros e loucuras Fralda na geladeira Pai roqueiro e seus filhos Nomes das canções Momentos bons, outros nem tanto Parafraseando o Rei São tantas emoções

Bandidos

Os bandidos estão soltos Os bandidos não estão banidos Cuidado com suas senhas Cuidado com sua vida Você pensa que está na moda Mas não está com nada Comete erros e confunde palavras Chique não é ser chique O mundo mudou Esse tempo acabou Agora é lei Adriana Bom gosto é ter bom gosto

Meu Planeta

Está tudo muito estranho Muito, muito, muito estranho Tenho medo do futuro Futuro que eu nem conheço Está tudo esquisito Meu corpo está esquisito O dia tão escuro Tristeza que não passa Grito de dor Todos estão atordoados Um filme de terror Estou rezando para Deus Ou qualquer um que me proteja Estou rezando para Deus Ou qualquer um O silêncio é barulhento Da janela vejo o movimento Cansei de secar lágrimas Gosto de sentir o vento Todo sorriso é um alento Virei um resumo de duas páginas Viver é testar o limite da fé Quero meu planeta de volta Escrevo cartas para ninguém Espero sempre uma reviravolta Estou rezando para Deus Ou qualquer um que me proteja Estou rezando para Deus Ou qualquer um

Tristeza

Mais uma madrugada Eu esperando o sol Sonhando acordado Com minha melhor roupa Tocando gaita Estou tão fraco Com pinta de coitado Mais uma madrugada Que chega ao fim E não foi meu fim Pessoas já estão pelas calçadas Eu aqui domesticando baratas Pedindo sopa para o azar Hoje não vou escovar os dentes Não vou sair do quarto Muito menos beijar Não preciso mais de dinheiro Nem das suas verdades Preciso apenas dos dedos Para contar os minutos E bem agora que eu perdi o medo Não posso mais nada Virei criança correndo atrás de uma bola Em uma estrada movimentada

Menino

Mais uma madrugada Eu esperando o sol Sonhando acordado Com minha melhor roupa Tocando gaita Estou tão fraco Com pinta de coitado Mais uma madrugada Que chega ao fim E não foi meu fim Pessoas já estão pelas calçadas Eu aqui domesticando baratas Pedindo sopa para o azar Hoje não vou escovar os dentes Não vou sair do quarto Muito menos beijar Não preciso mais de dinheiro Nem das suas verdades Preciso apenas dos dedos Para contar os minutos E bem agora que eu perdi o medo Não posso mais nada Virei criança correndo atrás de uma bola Em uma estrada movimentada

Lucinha

Eu tenho fome Eu tenho sede Não tenho sono Eu tenho mãe Todo poeta tem mãe Para beijar, dar um abraço Ensinar chorar Toda mãe é meio Lucinha Guerreiras, Rainhas Estão na primeira fila Jogando rosas, separando brigas E quando tenho tempo É você que eu procuro Quando tenho medo Sua mão que eu seguro Até o fim dos meus dias Em noites tristes, tardes vazias Para todo conselho Um filho rebelde Atrás de uma xícara de chá Olhos atentos para o relógio Pode esperar, eu sempre volto Tem hora que prefiro ficar na minha Toda mãe é um pouco Lucinha

Rei Ney Matogrosso

Rei da floresta, da selva Rei da vida O canto dos pássaros O grito de rebeldia Sua voz, garganta Seu olhar, manhã de sol Inquietação, alvoroço O mundo precisa mais, de muito mais De amor e Ney Matogrosso Seu corpo é sua bandeira Sua coragem, verdade Todas suas cores, amores Anjos e demônios O brilho da noite, o perfume das flores Os caretas têm medo Doce sabor do veneno O Brasil é o seu quadril No balanço da sua dança Uma pitada de esperança Força viril Liberdade é aceitar o tempo