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Por Toda Parte

  Tenho amigos por toda parte Uns ao meu lado Outros nos retratos Tenho amigos em silêncio Amigos imaginários Tenho amigos mortos Mas que continuam falando Bons conselheiros Seguem secando meu pranto Para os meus amigos Tudo Tudo que eu tenho de melhor Todos estão aqui Ao meu redor Amigos Nos dias frios No calor da loucura Para todos os momentos Em qualquer tempo Amigos Tenho amigos por toda parte Dentro da solidão Na escuridão da cidade

Azul Escuro Lilás

  Azul escuro para o lilás O mundo despertando Dentro da minha insônia O sonho de sonhar Viver sonhando Vozes por todos os lados Estou surdo, paralisado Alma encontrando o corpo Quem sabe daqui a pouco Um pouco de calma Para sossegar minha loucura E sigo em busca De toda paz interior Viver na solidão Também é um caso de amor Mesmo amanhã sendo outro dia Nenhum motivo para alegria Mas a gente tenta Azul escuro para o lilás Daqui a pouco Só um pouco mais

Mistério

  O mistério dentro do silêncio O tamanho do tempo Dentro do próprio tempo O som de uma dança Apenas pelo movimento Nenhuma resposta é definitiva No mundo das perguntas No mundo das expectativas Estamos sempre prontos Para não entender nada Nada Frases soltas Jogadas ao vento Tudo para confundir A gente não cansa de existir Mas um dia acaba Tudo acaba Aí é tarde Muito tarde É outra jogada

Bocas

  Um vinho Duas bocas Nossas bocas Som ambiente O som da gente Fazendo paz Fazendo amor Fazendo vida Janelas abertas Vento refrescando Nosso juízo O feitiço Estamos amando Vou morrer Vamos morrer De tanto prazer Já é tarde Nunca é tarde para enlouquecer Atravessamos fronteiras Da varanda para sala Cozinha para o quarto Lugares inusitados Tudo termina com um vinho Discretamente apaixonados

Cervejopedia

  Paul Você não conheceu Cabelo vermelho Nem vinte anos Muitos planos Você perdeu Paul Conheci os sonhos Toda coragem Todo medo Sua vontade de vencer Conheci até você Paul Hoje o tempo é outro Mas sei o seu bom gosto Continua elegante Curtindo o bom da vida Amando e passando por cima Vivendo Paul Admiramos, veneramos Uma só pessoa Estamos indo Estamos numa boa Vamos abrir uma breja Nossas cabeças Entregues em uma bandeja

Meu Caminho

  Fecho os olhos Para enxergar o caminho Meu destino E vou, apenas vou Na fé, num pé de vento Curtindo o momento Colhendo flores Beijando o vento Vou Com meus anjos Meus Santos Toda proteção que não vejo O que eu percebo Guiando meus passos Abraço imaginário Simplesmente assim Assim eu sigo Um pouco em paz Um pouco em perigo Vivendo Errando, acertando Procurando sempre o melhor O meu melhor Aprendendo Fecho os olhos E respiro

Ego

  Eu faço seu jogo Alimento seu ego Faço cara de bobo Mas sou esperto Monto um altar Um pedestal Para você olhar do alto Subir no salto Sobrevoar minha cabeça Corda esticada Metros e metros Puxe um pouco mais Enrole um pouco mais Pescoço foi feito para enforcar Cadarço desamarrado Cuidado para não tropeçar O tombo pode ser feio Pode machucar Cuidado! Eu faço seu jogo Jogo e deixo jogar Eu alimento seu ego Deixo você sonhar

Alma Lavada

  Choveu Alma lavada Tanta água Minhas lágrimas Palavras soltas Gotas de sabedoria O tempo Está passando Mais uma vez Vai chover Dia terminando Está caindo o mundo E lá no fundo Buscamos felicidade O soro e o sal Toda cura O bem e o mal Não para de chover Dentro de você

Bala de Hortelã

  Dia de médico Bala de hortelã Para mamãe não enjoar (No ônibus) Melhor pela manhã De tarde tem enchente Bebê está com febre Bebê está doente Dor de cabeça Enxaqueca Sinusite Não sei explicar Papai trouxe chocolate Um brinquedo Benzetacil para chorar Vamos na feira Comer pastel Tomar garapa Um velho tocando viola Eu também quero tocar Minha camisa do Bozo Disco do Atchim e Espirro Sou realmente estranho Esquisito Virei um palhaço História em quadrinhos

Seca

  Mais uma noite terminou Seca como a dor Nos lábios um vinho Aqui sozinho Versos de amor Sou cafona, óbvio Quem não é? Jogado, pisoteado Pelos melhores pés Máquina de escrever Minhas alegrias e tristezas Toda melancolia de uma poeta De olhos fechados Luzes acesas Minhas palavras No papel, na seda Tem muito mais valor Na sua boca, louca Gritando por prazer Mais uma noite terminou Melodia do amanhecer

Rock and Roll

  Você despertou Meu lado Rock and Roll Frases nos muros Cartazes espalhados Estranhos recados Estou por aqui Quase ao seu lado Esperando um sinal Para devorar sua vida Morder sua mordida Seu sangue minha vitamina Ardendo, fervendo Sou o céu e o inferno O mar revolto, desgosto O seu fim Você despertou Meu lado Rock and Roll Você despertou em mim

Caminhos

  Luz apagada não é escuridão É paz, é mais É intimidade Quando o corpo sabe O toque da mão Luz apagada Quarto cheio de estrelas Vivas Barulhos são ouvidos Desejo é da nossa natureza Tem noite que é dia Dia de ser feliz Gastamos o verbo Falando do sexo Dos anjos querubins O perfume dos deuses Somos enfeites Diferentes de todos De tudo Misturando os beijos Somos feitos de absurdos Luz apagada...