Mal do Século

No silêncio do quarto
Escuto barulhos imaginários
Tenho medo e não consigo dormir
No escuro da solidão
Enxergo cores quentes
Pensamentos indecentes
Não consigo sorrir

Mente que mente para o meu corpo
Que sente dor que não existe
O remédio desce igual bala
Tarja preta minha cor preferida
Madrugada dura quatro mil horas
Toda noite é triste

Correntes em meus pés
Braços e pescoço
Sou refém dentro de um jogo
Reality show, vida real
Mal do século
Não é natural

Receios infantis
Na minha vidinha adulta
Pressão do corpo alterada
Pressão da vida lá em cima
Eu sem força pra nada
Música sem ritmo
Poesia sem rima

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