Vivos e Mortos

Velório de gente viva
De corpo presente
De alma ausente
De quem não sabe viver
Caixão lacrado
Mas com alguns buracos
Para todo e qualquer bicho
Descansar de você

Sua droga de vida
Foi sempre uma armadilha
Fisgou quem entrou
Não deu saída

Que dia é hoje?
Eu não sei
Meia-noite é amanhã ou talvez
Sei que é hora de ressuscitar
Espantar os fantasmas
Dos traumas de infância se livrar

Doença que não tem cura
Doença do corpo, da alma e da mente
O ser humano cheira mal
De olhos abertos é podre
Deitado na mesa é apenas um fim natural

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