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Mostrando postagens de março, 2026

Feliz

  Felicidade Não é apenas sorrir Não é apenas gargalhar É seguir em frente Ter em mente Que tudo pode acontecer E vai Um jeito seu Somente seu De observar o mundo De encurtar distâncias Remédio para o tédio Qualquer dor sem tamanho Não ligar Para o que vão falar Seguir pedalando De vez em quando olhar O que ficou para trás Felicidade É cantar errado Trocar palavras de uma canção E tudo bem Sempre tudo bem Não enxergar problema Onde não tem

Juca de Asas

  Um dia ganhou asas E não parou de voar Atravessou nuvens Tempestades, céu azul Um dia ganhou asas E deu asas para imaginação Pelos ares Deliciosa sensação Mais leve que o ar O privilégio de flutuar Sem rumo Olhando tudo do alto Sendo observado Fora do eixo, do prumo Um pássaro misterioso O seu último voo... Nada é mais bonito Doce liberdade O destino descrito Anjos sem maldade O lindo gesto de voar Um dia ganhou asas...

Tempo do Sol

  Meus medos e traumas Os meus fantasmas Nenhuma noite é calma No silêncio das madrugadas O sol que demora tanto Sigo procurando luz Poeira pelos cantos O céu em outro tom de azul E em meus sonhos Pesadelos tomando conta Nas paredes rachaduras Vontades obscuras Meus medos, meus traumas Faço desenhos Crio novas figuras Enfim, hoje é amanhã A gente enfrenta, apanha Planta uma planta Meia volta e vai embora Desejando nunca mais sofrer

Caras

  O passado dando suas caras Receios, mágoas, marcas E quando o passado volta Volta ser presente Isso não é nada bom O tempo não para Mas retorna Sempre a mesma hora Lembranças ruins Lembranças que já pareciam mortas No peito uma espada Cravada sem dó Feridas abertas Maldições Pedras que ficaram pelo caminho Efeito dominó O passado dando suas caras Sem pedir licença Sem um pingo de graça

Sansão

  Pedir ou agradecer Olhar para o céu Viver Continuar vivendo Entender o tempo O tempo... Não sou Sansão Sou um pouco mais Muito mais O que vejo no espelho Beleza e medo Nem sempre nessa ordem É tarde mas parece cedo Troque sua piedade por risadas Gargalhadas Vamos deixar lembranças Boas histórias Morar nas melhores memórias A gente também chora E nem sempre de tristeza Sonhos mesmo na incerteza Do fim

Defeitos

  Gosto dos seus defeitos Adoro adorar todos Os de agora Os de outros tempos Grandes e pequenos O que ninguém suporta Aguento meia hora Ou até muito mais Prefiro sua guerra Seu ar de tanto faz Não mude Nunca mude Continue sendo rude Adoro assim Prefiro assim Mas é você quem decide Vou ser alegre ou triste O meu próximo passo Tudo que eu faço Nem a vida é perfeita Não é você quem vai ser Nem deve ser

Cegos

  Um dia alguém observou O que não é novidade Um dia alguém percebeu Toda minha verdade Que sempre esteve estampada Em minha cara Em minha alma lavada E no alto, no palco Fui alvo Falsos cegos De olhos bem abertos Enxergando tudo Fingindo indignação Hipócritas Defendendo a nação Respeite meus cabelos brancos O som da minha voz E quando faço silêncio Sou o pensamento O inimigo do algoz E dentro da minha risada Algumas das minhas muitas palavras Também tristezas e alegrias Vontades disfarçadas

Luxo

  Você procura beleza Mas no fundo quer apenas Uma pessoa legal Que escute suas palavras Aceite suas loucuras Esteja bem disposto Para todas suas poucas aventuras Você quer dinheiro e luxo Mas segue o fluxo Procurando alguém simples Simplesmente alguém Que te faça sorrir (rir) Carro, avião, joias Mas pode ser uma rosa roubada Do jardim de uma casa humilde Antes tarde do que triste E atenção para o que vou dizer Essa pessoa legal existe Sou eu Não tenha dúvidas Quem vai fazer você feliz Como o Rei diz Sou eu Você quer tudo Mas o pouco também satisfaz

Escovas

  Vamos separar Nossas escovas de dente Vamos separar Toda nossa indecência Nossa vontade louca Que morreu Com a distância das nossas bocas Fizemos de tudo Tentamos de tudo Mas não teve jeito Perdemos tempo Insistindo no erro E quem sabe Daqui uns anos Bons anos Depois de muitos planos Quem sabe nos acertamos Agora é hora Melhor partir Repartir Cada um para o seu canto Cada um para um lado E por todo lado Ser feliz

Verdades e Mentiras

  Verdades e mentiras Nosso amor é uma novela Capítulos repetidos Pouca paz e muita guerra Mas amanhã tudo muda Adoro quando a gente erra Criamos histórias Algumas absurdas Gostamos de uma loucura Desejos ousados Boas aventuras E quem não gosta? Não temos compromisso Com quase nada Não deixamos pegadas E mesmo nos desencontros Algumas palhaçadas Nosso caso É um bilhete premiado Um retrato três por quatro Pedimos socorro Para os desesperados Curtimos verdades e mentiras...

Necessidade

  Pipas no céu Tênis nos fios Carros nas avenidas Pessoas mortas Cidade viva Sonhos interrompidos Pais e filhos Gritos em silêncio Arrastando correntes Toda noite é quente Demais Na chuva, na curva Na rua sem amor Sofrimento, horror Fim dos dias Fim de tudo Nada é tudo que sobrou Nem medo Nem coragem Necessidade, vontade Compulsão Fome de morte Solidão

Ainda é Meio-Dia

  Frases nos muros Ruas tão cinzas Tardes vazias Dias estranhos Cigarros queimando Triste, muito triste Mundo acabando Não temos comida Nem pratos Miséria nos retratos No documento Um pobre três por quatro Sem saída Sem vontade de chegar Ao fundo do poço Mas nem toda luta a gente ganha Algumas vezes apanha Para nunca mais duvidar Frases nos muros Está tudo escuro E ainda é meio-dia

Missão

  Venci essa guerra E agora vou morrer O melhor momento Enfim vai acontecer Roupa de gala Para renascer Retirei pedras do caminho Deixei tudo limpo Agora é com vocês Cumpri minha missão Vou feliz Para o desconhecido Ou não Não sei todas respostas Nem vou saber Vou deixar dúvidas Incertezas O desejo também é prazer Vou sem fome Sem sede Vou tomando um sorvete Felicidade estampada Um dia especial Dia do ponto final

Tanta Coisa

  Já fui tanta coisa Quase tudo Já fui um sonho Um desejo absurdo Fui uma linda canção Hoje sou o tempo Palavras bonitas Poesia Outra estação E ando por cidades Criando expectativas Deixando saudades Algumas pistas Razão ou loucura Dúvidas definitivas Fechei janelas Escondi o sol Pisei em estrelas Caminhei nas nuvens Cantarolei, discordei Virei o Rei das ruas

Uma Canção Qualquer

  Sua canção favorita Foi feita em uma quarta Numa tarde cinza Com chuva lá fora Sem nada de especial Nem alegria, nem sal Sua canção favorita Foi feita por um estranho Um sujeito esquisito Sem cara de artista Sem cara de nada Nada de nada Música que você escuta sorrindo Mas também chorando Música de uma vida inteira Das horas difíceis Das horas derradeiras Você casou Declarou seu amor Viveu, morreu Ouviu na despedida Para todo o sempre Sua canção favorita...

Nuvens

  Uma canção suave Parece de amor Parece qualquer coisa boa Com certeza é Letras, palavras e poesias Tardes registradas em fotografias Guardo todas no papel Não confio nas nuvens Mesmo adorando o céu E o mar sempre chora Quando a criança vai embora Quando o retrato perde sua cor Quando o dia termina Em magia e flor Mas o sol volta para o seu lugar O brilho que não deixa de brilhar Lembranças fotográficas Nossas vidas nas melhores páginas Uma canção suave que eu não canso de cantar

Marcas

  O tempo tem pressa O passo é maior que a perna Tudo rápido demais O hoje logo fica para trás A vida não é uma linha reta O corpo e suas marcas Pedaços pelo caminho Obstáculos na estrada Viver e morrer sozinho Ser triste é tão fácil Sempre tem um motivo Sorrir é mais raro Para não dizer impossível Um dia choro No outro tento um grito Quem sabe é agora A morte de um esquisito Um castelo em construção Pedra sobre pedra Anjos e demônios da tentação O tempo tem pressa...

Almas

  Velhas almas gêmeas Juntas Por toda eternidade Mãos dadas Ruas, avenidas, estradas Velhas almas gêmeas Com todas suas cores E mesmo na dor O perfume das flores E para quem chegou agora E não conhece nada Fica fácil entender Duas pessoas apaixonadas Feitos um para o outro O tamanho do mundo Ainda é muito pouco Olhar que olha outro olhar Que não precisa falar E que distante só consegue pensar E saber quando está Ou não está tudo bem Estamos sempre bem Somos almas gêmeas Ninguém tem dúvida Caso alguém um dia tenha duvidado Terrivelmente enganado

Silêncio

  Gosto do meu silêncio De ficar em meu canto Do vazio e seu barulho No claro ou no escuro Apenas para chorar Choro minha falta de esperança Minha vontade de fugir Meus medos, meus dramas Agora é hora de esperar Hora cheia, hora quebrada Pesadelos nas madrugadas Só quero o ombro do travesseiro E não controlar o desespero Só preciso respirar Um pouco, de vez em quando Deixar o tempo falar E renascer todo dia Um dia Por enquanto...

Segredos

  Viver É tentar entender o mundo Entender tudo Mas quando isso acontece É hora de partir Nada tem mais graça Os mistérios, os segredos Viver é ter medo Do desconhecido Do que vai acontecer O que a gente só descobre Depois da morte Depois de morrer Rio que corre Não volta, não para Segue seu caminho Água que escapa entre os dedos Estamos sozinhos Tentar viver um pouco mais Mais que uma vontade Um objetivo Mas ninguém garante nada Não existe chão Muito menos pegada

Suspiro

  Hoje tenho tempo Apesar do pouco tempo Vivo cada instante O melhor de cada momento Simplesmente vivo Meu sorriso faz você chorar Minha alegria não cansa de emocionar Aprendi ser assim Vai ser sempre assim Até o último suspiro Até o fim Olhos fechados para voar Leve, muito leve E minha cura não está Nem no remédio Nem na piedade de um olhar É assim que a banda toca O mundo gira E a gente roda Em uma dança tão linda Finita e cheia de glória

Veneno

  Carro na estrada Sem nenhum limite O mundo muito alegre Mas prefiro ser triste E só quero voar Velocidade máxima Procurando graça Em minha nada mole vida Carro para dar partida Subir montanhas Curar feridas Carro para perder o controle Fugir das dores Ficar sem saída Lágrimas com cheiro de gasolina Mão invertida Fim da linha Adeus para quem fica Meu último cigarro Atropelando o asfalto Carro envenenado Desejo dobrado