Sopro

 A vida é o sopro

De um velho cansado
Alguns tropeços
E muitos engasgos

A vida é um tempo perdido
Dentro da eternidade
Do início de tudo
Até o infinito
É o estranho silêncio
Que chega logo após o grito

Viver é todo dia escapar da morte
Sentir que o fim é inevitável
E que não adianta ser forte
Um dia o colosso cai
Vai de bico
Até o nunca mais

A vida é o sopro
De um velho confuso
Que toma remédio para memória
Mas esqueceu da hora

Perder quem a gente ama
Não é uma derrota justa

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